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Aquele velho amigo.

Aquele velho amigo chamado medo. Que aparece quando quero tomar uma atitude capaz de alterar o padrão até agora. Vontade de me demitir? Sim, diversas vezes, muitas vezes. É cansativo, não permite crescer profissionalmente, não permite criatividade, não quero fazer isso por muito tempo. Mas é melhor do que nada, do que me deparar com tantos nãos, ou nada.

Exercício.

Acorda, bebe café, vai para trabalho, dedica-se, motiva-se, mesmo não se sentindo realizada, mais café. Trabalha e dedica-se, conversa (com muitas palavras) e conversa (mesmo sem palavras), observa, analisa e aprende. Se expõe, recebe, filtra, absorve, mais café ou chá. Aprende e doa, e dá, e compartilha. Silêncio, sorri, pergunta, escuta e escuta, pergunta mais, atenta, observa, analisa, aprende. Mais chá, sorri, ama, melhora, piora, perde, ganha. Feliz, triste, sorri, ama. Dialoga, conversa, olha, reflete, aprende, com ela mesma, com os outros. Sorri, perde e ganha, detesta e ama.

Vazio que preenche.

O vazio pode preencher, chega a ser um paradoxo, não? As pessoas têm medo de admitirem que são sensíveis, que possuem medos, que são fracas e fragilizadas. Que se sentem sozinhas mesmo com uma sala ou mesa de bar cheias de pessoas, pessoas essas que também se sentem sozinhas e em momento de superficialidade ali, diante de outras. As pessoas têm medo de se abrirem, de serem elas mesmas, têm medo de intimidade e de pedir desculpa, de perdoar e amar, têm medo de serem tudo aquilo que não querem ser. Têm medo delas mesmas, do que está dentro delas.

Areia ralada.

Meu joelho direito exibe uma leve cicatriz, algo que eu não nunca tive antes. Ralei o mesmo há uns anos atrás, e foi um ralo bem "ralado". Há umas semanas atrás ralei o joelho esquerdo no mesmo local que o direito. Um ralo mais leve, mas que ainda apresenta marcas. Foi num evento super divertido, na praia, ralei na areia do mar enquanto jogava ping pong. Pés no oceano, as ondas vinham e íam, refrescando, energizando. Os fatos da vida podem também deixar cicatrizes. Menores, maiores. Ou lembranças. E minha mente sempre atenta dificilmente se esquece delas.

Ahoy!

Viajar aberto à estar pronto ao que der e vier é mesmo algo bom. Estar pronto para o que o local de hospedagem oferece e principalmente não oferece, se preparar para lidar com os costumes de outros (sejam bons ou ruins), se adatar para fazer as coisas sozinho quando mais ninguém quiser te acompanhar. É uma forma de apendizagem, de aproveitar para aprender a ser mais útil ao voltar para casa, no que for preciso, mais disposto a atuar no que for necessário. É uma boa sensação estar mergulhado nas experiências da viagem, estar mergulhado em estar presente ali. E também se deixar melhorar no que pode ser melhorado a partir desse contato. Pelo jeito me adapto as situações de viagem melhor do que pensava, e parece que estando sozinha me adapto melhor ainda e mais rápido. Pelo menos estando como um peixe a boiar pela praia e com a areia quente nos pés. 

Atenção!

Não um diário, por não ser escrito todos os dias, talvez sim uma entrada diária. Aparentemente o primeiro post que fiz não foi publicado devido a algum problema. Então esse é o segundo deles. - Uma reflexão a partir de escritos de um livro que leio e meus próprios escritos.  As pessoas ao redor têm dificuldade de se sacrificarem. Nem que seja de maneira simples.  Percebo isso quando divido quartos e ninguém se importa que o ar condicionado me faça mal, pois todos sentem um calor enorme e não sobrevivem sem esse vento gelado artificial.  Um simples gesto de esperar alguém enquanto ele termina sua refeição (mesmo que todos os outros já tenham terminado as suas). Demonstrar um pouco de atenção à vontade alheia, um pouco de importância ao que é importante para o outro. Tão difícil dos outros demonstrarem atenção e importância mas tão precioso e necessário.