Calor e frio.
Calor e frio. Duas polaridades que as pessoas também podem ter. Resta saber se é uma escolha ou hábito adquirido, influenciado pelo meio. Começo a parar e perceber os outros (já faço isso há um tempo), e vejo como as pessoas estão frias umas com as outras. Pouco tato. Cada vez menos um interesse real por quem se apresenta do outro lado da mesa, da roda, do banco, por quem está ao nosso lado. Cada vez menos ainda conversas reais. Interesse genuíno, sem interesse que seja interesseiro, interesse na pessoa única e real que ali está. Já perco as contas de momentos, eventos, lugares aonde vou e percebo nas pesssoas nenhum interesse em fazer novos amigos, em fazer amigos de verdade, em conhecer a pessoa (no sentido que "conhecer" realmente é). São as superficialidades e relacionamentos líquidos - assim como a modernidade líquida de Bauman - que esbarro e esbarram em mim. E o exercício do encontrar o outro e tentar conhecê-lo, e quem sabe o outro ser recíproco nessa mesma lin...