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Mostrando postagens de março, 2017

Aquele velho amigo.

Aquele velho amigo chamado medo. Que aparece quando quero tomar uma atitude capaz de alterar o padrão até agora. Vontade de me demitir? Sim, diversas vezes, muitas vezes. É cansativo, não permite crescer profissionalmente, não permite criatividade, não quero fazer isso por muito tempo. Mas é melhor do que nada, do que me deparar com tantos nãos, ou nada.

Exercício.

Acorda, bebe café, vai para trabalho, dedica-se, motiva-se, mesmo não se sentindo realizada, mais café. Trabalha e dedica-se, conversa (com muitas palavras) e conversa (mesmo sem palavras), observa, analisa e aprende. Se expõe, recebe, filtra, absorve, mais café ou chá. Aprende e doa, e dá, e compartilha. Silêncio, sorri, pergunta, escuta e escuta, pergunta mais, atenta, observa, analisa, aprende. Mais chá, sorri, ama, melhora, piora, perde, ganha. Feliz, triste, sorri, ama. Dialoga, conversa, olha, reflete, aprende, com ela mesma, com os outros. Sorri, perde e ganha, detesta e ama.

Vazio que preenche.

O vazio pode preencher, chega a ser um paradoxo, não? As pessoas têm medo de admitirem que são sensíveis, que possuem medos, que são fracas e fragilizadas. Que se sentem sozinhas mesmo com uma sala ou mesa de bar cheias de pessoas, pessoas essas que também se sentem sozinhas e em momento de superficialidade ali, diante de outras. As pessoas têm medo de se abrirem, de serem elas mesmas, têm medo de intimidade e de pedir desculpa, de perdoar e amar, têm medo de serem tudo aquilo que não querem ser. Têm medo delas mesmas, do que está dentro delas.