Amar é um verbo.
Os pensamentos profundos e a alma pesada.
Tudo passa numa velocidade a mil pela minha mente, tudo é processada de maneira detalhada e numa velocidade da luz.
Com conteúdo profundo e verdadeiro, sentimentos tão expostos comigo mesma, extremamente expostos.
Sei exatamente o que quero, o que desejo, o que almejo.
Nesse momento, filtro minha própria vontade e meus pensamentos tentando me expressar de forma direta mas com profundidade.
Expor tudo isso que passa em minha cabeça, tanta coisa e coisas tão queridas por mim.
Sinto algo que pesa dentro do meu peito, será só os hormônios femininos pregando uma peça em mim (provável que um pouco sim) ou minha voz interior gritando dentro de mim?
Me sinto pronta para dar um passo, um salto, de maturidade, de honestidade comigo mesma e com minhas vontades, meus sonhos, meus anseios.
Vontade de correr e me sentir livre disso, porque embora eu deseje tanto parece não querer chegar, toca meus pés e depois some em seguida.
Amar não é algo difícil, como quase tudo, amar exige dedicação e responsabilidade. Me sinto tão pronta para ter essa responsabilidade, mas amar sem reciprocidade é uma tortura.
Amar sem retorno é doloroso.
Amar é um verbo, amar exige ação, movimento, exercício.
Aquele momento de chegar num momento do dia e poder dizer sem medo que ama alguém diretamente à pessoa.
Querer e não poder, é mesmo doloroso.
Não é preciso ter medo de amar e dizer em alto e bom som, mas como é frustrante encontrar alguém e sentir que fez um 'clic', que algo ali clicou de maneira tão simples e direta, que você pensa, 'é dessa vez, é isso que quero e preciso', mas parece que não clica para o outro lado.
Mas aquele sentimento esperançoso parece não querer ir embora.
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