Fruto maduro.


Tenho tentado me cultivar e cultivar o outro o máximo que posso, dentro do meu limite humano - limite esse limitado, como o nome já diz.
Tarefa árdua, ouso dizer. Mas estou plantando e me sinto colhendo frutos maduros, macios e deliciosos várias vezes.
Me sinto na minha capacidade total, já expandindo no meu trabalho, me dedico tanto aos outros que às vezes tenho que parar e pensar: "mas não precisa de ser tanto assim. Paciência!"
É um sentimento complexo e completo até mesmo, de repente sou pertencente. E oa outros, mesmo que um pouco, também à mim. É uma boa sensação, claro.
Às vezes sorrio no trabalho, outras tantas são risadas mesmo, porque sinto algo mais do que superficial, é algo profundo. 
Possivelmente amadurecimento, sentimento-ação assustador, doloroso e ao mesmo tempo profundo e que faz a gente se sentir pertencente.
É como se o universo estivesse dentro de mim, e talvez ele esteja.

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